Caixa lança plataforma para medir e reduzir CO₂ em projetos habitacionais

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Caixa lança plataforma para medir e reduzir CO₂ em projetos habitacionais


A Caixa Econômica Federal anunciou, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o lançamento de uma plataforma digital para mensurar a geração de carbono incorporado em empreendimentos habitacionais financiados pelo banco. A iniciativa busca promover a melhoria nos projetos estruturais para reduzir o consumo de materiais, o que resultará na diminuição direta das emissões de CO₂ e dos custos de produção.

A ferramenta foi batizada de Benchmark Iterativo para Projetos de Baixo Carbono (BIPC) e terá como foco inicial os projetos estruturais de empreendimentos imobiliários, em especial aqueles vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida.

Redução de custos e emissões

O coordenador do projeto e professor da Escola Politécnica da USP, Vanderley Moacyr John, explicou que a BIPC foi pensada para beneficiar construtoras e projetistas:

“A ferramenta está toda orientada para ajudar os projetistas, ajudar as construtoras, a reduzirem a quantidade de materiais para fazer o edifício. E, ao reduzir a quantidade de materiais, duas coisas acontecem: primeiro, a pegada de CO₂ cai; segundo, o custo fica mais baixo. Esse é o segredo da ferramenta.”

Segundo o professor, o diferencial da BIPC é que ela reduz a pegada de carbono com um “custo negativo”, ou seja, diminuindo o custo da habitação.

A plataforma BIPC permite:

Analisar o impacto dos empreendimentos por tipologia construtiva e número de pavimentos.

Avaliar o uso de elementos construtivos (vigas, pilares) e materiais.

Comparar projetos em relação às melhores práticas do mercado.

O presidente da Caixa, Carlos Vieira, destacou a relevância da ferramenta para o setor, que responde por 10% do PIB nacional: “Com essa ferramenta, nós iremos democratizar o acesso à mensuração do impacto ambiental”.

Compromissos de sustentabilidade da Caixa

Além do lançamento da plataforma, a Caixa anunciou novos compromissos focados no desenvolvimento sustentável:

Crédito Verde: Previsão de aumento de 50% na carteira de crédito verde até 2030, atingindo um saldo de R$ 1,25 trilhão.

Emissões Zero: Meta de obter saldo de zero emissões líquidas de carbono até 2050, incluindo emissões diretas e as geradas em operações financiadas pelo banco.

Igualdade de Oportunidades: Aumento para, no mínimo, 36% dos cargos de chefia ocupados por mulheres até 2030.

O banco também deve implementar um modelo baseado na economia circular nos próximos 25 anos, visando zerar o envio de resíduos para incineração e minimizar a destinação a aterros sanitários.


Por Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil - 20

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