Fampe Mulher registra inadimplência de apenas 0,06% em dois anos

Ministro Andreazza

4/Ministro Andreazza/grid-small

Editors Choice

3/recent/post-list

Geral

3/GERAL/post-list

Mundo

3/Mundo/post-list
Andreazza Noticia

Fampe Mulher registra inadimplência de apenas 0,06% em dois anos


O empreendedorismo feminino no Brasil ganha um argumento robusto para superar obstáculos no mercado financeiro: a comprovada responsabilidade na gestão de suas finanças. O Fampe Mulher, fundo de aval do Sebrae dedicado a empreendedoras, contabilizou mais de 17,2 mil operações e garantiu R$ 1,15 bilhão em crédito, com uma taxa de inadimplência de apenas 0,06%.

Esse percentual significa que mais de 99% das operações estão adimplentes, e apenas nove delas, totalizando R$ 705,7 mil, precisaram ser honradas pelo Sebrae. O indicador é significativamente inferior ao limite de perdas considerado padrão na carteira geral do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que geralmente varia entre 3,5% e 4,5%.

Para Margarete Coelho, diretora de Administração e Finanças do Sebrae, o baixo índice de inadimplência valida a decisão de oferecer um tratamento diferenciado por meio do Fampe para empresas lideradas por mulheres.

“Muitas pesquisas apontam que as mulheres são boas pagadoras, que elas trabalham, muitas vezes, com orçamentos domésticos limitados e conseguem fazer milagres com a gestão da sua vida pessoal. Isso se espelha nos seus negócios”

Margarete Coelho, diretora de Administração e Finanças do Sebrae
Crescimento da operação

Um dos principais desafios do Fampe Mulher é ampliar a adesão dos bancos brasileiros a essa modalidade de crédito diferenciado. Atualmente, a carteira do programa representa 17% do total das operações realizadas pelo Fampe.

Margarete Coelho destaca o crescimento: “Se compararmos a carteira de 2025 com a de 2024, veremos que o Fampe cresceu quase 300% de um ano para o outro. Nossa meta é duplicar a carteira do Fampe Mulher em 2026 e, posteriormente, alcançar um crescimento mais acelerado com a participação de bancos privados na operação.”

Cerca de 35% das empresas beneficiadas pelo Fampe e geridas por mulheres faturam até R$ 360 mil por ano. O Sebrae enfrenta o desafio de expandir o acesso para empreendedoras de menor renda, visto que a procura por parte de Microempreendedores Individuais (MEIs) ainda é baixa, em torno de 16%.

A alta taxa de informalidade entre as mulheres é apontada como o principal impedimento para que elas consigam acessar as garantias do fundo. A diretora avalia: “Já estamos intensificando o atendimento com foco nesse público, com estratégias específicas desenvolvidas pelo Sebrae. A formalização e a inclusão no atendimento aumentarão a demanda por crédito, e essa é a nossa expectativa de crescimento para os próximos anos.”

Ela conclui que, “se já sabemos que os índices de inadimplência são menores e as taxas de juros são proibitivas para esse público, o Fampe delas se torna um instrumento importantíssimo para a inclusão de novas empreendedoras nesse mercado. Essa é a nossa aposta.”


Fonte: Assessoria/Sebrae

Postar um comentário

0 Comentários