Ventos de 124 km/h deixam 3 mortos e rastro de destruição no estado de São Paulo

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Ventos de 124 km/h deixam 3 mortos e rastro de destruição no estado de São Paulo


A Baixada Santista foi uma das regiões mais afetadas. Em Santos, os ventos atingiram 111,8 km/h por volta das 12h40, enquanto a maré chegou a 1,64 metro. A Defesa Civil registrou dezenas de ocorrências graves, incluindo 20 quedas de árvores e postes em vias públicas.

Também houve o desabamento de um sobrado de madeira e a queda de um muro da Receita Federal, além do destelhamento de cinco equipamentos públicos, entre eles escolas, policlínicas e um ginásio esportivo. Em outro ponto, contêineres desabaram em um pátio na Marginal da Via Anchieta. A histórica Casa da Frontaria Azulejada também sofreu danos estruturais, com o desprendimento de tijolos.
Interior e capital

Os maiores índices de vento registrados pela Defesa Civil do Estado foram:

Itaporanga e Itaí: 124,9 km/h

Taquarituba: 117,0 km/h

Arandu: 113,1 km/h

Paranapanema: 113,0 km/h

Santos: 111,8 km/h

Itanhaém: 111,0 km/h

Itapeva: 84,6 km/h

São Paulo (capital): 75,3 km/h

São Caetano do Sul: 71,0 km/h

Na capital paulista, as rajadas chegaram a 75,3 km/h. O Corpo de Bombeiros atendeu a pelo menos 40 ocorrências de quedas de árvores até o meio da tarde.
Gabinete de Crise e orientações

A Defesa Civil do Estado de São Paulo ativou um Gabinete de Crise a partir desta quarta para monitorar as condições meteorológicas e coordenar as ações de resposta com os municípios e as concessionárias de serviços essenciais.

O órgão reúne representantes das principais instituições estaduais, concessionárias de energia elétrica, órgãos reguladores, polícias e o Corpo de Bombeiros para monitorar a evolução do tempo.

Além da Região Metropolitana de São Paulo e do litoral, onde as rajadas de vento podem chegar a 90 km/h, o restante do estado também permanece em alerta. Segundo a Defesa Civil, a frente fria pode provocar chuvas fortes em curto espaço de tempo, acompanhadas de descargas elétricas e queda de granizo, aumentando o risco de alagamentos e enxurradas. No litoral, o avanço do sistema eleva o perigo de ressaca e agitação marítima.

Durante o período de instabilidade, a Defesa Civil orienta que a população redobre a atenção: “Não fique perto de estruturas de metal, não fique perto de árvores e evite ficar em áreas abertas durante os temporais”, reforçou o órgão. Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Por: Gazeta Brasil da redação FM

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