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A dedicação à agricultura e a busca constante por conhecimento levaram o produtor rural Luiz Anastácio da Silva a conquistar reconhecimento nacional na produção de cacau de qualidade. Durante entrevista ao RuralCast, apresentado por Adalto Costa, ele contou como o trabalho desenvolvido em uma propriedade familiar de Cacoal resultou no terceiro lugar entre produtores de cacau do Brasil.

A história da família em Rondônia começou na década de 1970, quando seus pais deixaram o Espírito Santo em busca de terras e melhores condições de vida. Luiz chegou ao estado ainda criança e cresceu acompanhando o trabalho rural, inicialmente concentrado na produção de café.

O cacau fez parte da propriedade durante diferentes períodos, mas foi retomado de maneira mais estruturada a partir dos últimos anos. Atualmente, o café permanece como a principal fonte de renda da família, enquanto o cacau representa entre 25% e 30% da produção.

A decisão de participar de concursos surgiu após o incentivo de profissionais que acompanhavam a propriedade. Mesmo inseguro no início, o produtor aceitou o desafio e ficou entre os dez melhores já em sua primeira participação.

“Quando chegou a notícia de que eu estava entre os dez, no primeiro ano, foi uma alegria muito grande. Depois, conseguimos o terceiro lugar em nível nacional. Isso representou um incentivo enorme para mim e para os meus filhos”, relatou.

Segundo Luiz Anastácio, a conquista não foi resultado apenas da qualidade dos frutos na lavoura. O processo exige atenção em todas as etapas, especialmente depois da colheita.

“O cacau de qualidade exige um pouco mais de nós. É preciso ter atenção na fermentação e na secagem. Quando conseguimos entregar um produto de boa qualidade, surge também o prazer de continuar trabalhando”, afirmou.

A assistência técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) foi apontada como fundamental para a evolução da propriedade. O produtor revelou que, no começo, tinha pouco conhecimento sobre manejo, controle de pragas e preparação das amêndoas.

Com o acompanhamento técnico, a família conseguiu aperfeiçoar os processos e transformar dificuldades em aprendizado. Atualmente, o cacau produzido na propriedade já desperta o interesse de compradores de Rondônia, Espírito Santo e São Paulo.

O reconhecimento nacional também se tornou uma motivação para buscar resultados ainda melhores. “No ano passado, conseguimos o terceiro lugar e vamos nos esforçar para chegar ao primeiro. Todos podem ter essa oportunidade. Com dedicação, outra pessoa também pode conseguir”, declarou.

Além das amêndoas, a família estuda ampliar o aproveitamento da fruta por meio do mel de cacau. O desenvolvimento da embalagem e do rótulo recebe apoio do Sebrae. A produção de chocolate também está nos planos, mas dependerá de planejamento, estrutura e disponibilidade de mão de obra.


Fonte: Cacoal Notícias / RuralCast







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