Entre autonomia e risco: uso de celular por idosos exige equilíbrio e atenção

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Entre autonomia e risco: uso de celular por idosos exige equilíbrio e atenção




Especialistas destacam benefícios da tecnologia para a terceira idade, mas alertam para riscos à saúde e à segurança digital

O uso de smartphones entre idosos tem crescido de forma significativa e se consolidado como ferramenta importante para autonomia, comunicação e acesso a serviços. No entanto, especialistas alertam que, junto com os benefícios, surgem riscos que exigem orientação e acompanhamento.

Para o médico especialista em saúde do idoso e docente da Afya São Lucas, Michel Hosananh, o celular pode funcionar como um verdadeiro aliado no dia a dia. “O celular virou um ‘canivete suíço moderno’. Ele permite que o idoso se comunique, resolva questões do cotidiano e mantenha sua independência, o que é extremamente valioso”, afirma.

Apesar das facilidades, o uso seguro da tecnologia depende de orientação adequada, especialmente por parte da família. O desafio, segundo o especialista, é encontrar equilíbrio entre apoio e respeito à autonomia. “O ideal é orientar sem impor. Ensinar sobre golpes, ativar mecanismos de segurança e combinar regras claras, sempre tratando o idoso como alguém capaz, não como alguém que precisa de vigilância constante”, destaca.

Impactos na saúde física e mental

O uso excessivo do celular também pode trazer prejuízos à saúde, muitas vezes de forma silenciosa. Entre os principais impactos estão alterações no sono, dores musculares, ansiedade e até isolamento social. “A tecnologia aproxima, mas também pode afastar. Quando o uso substitui o convívio social ou interfere no sono e na atenção, já é um sinal de alerta”, explica Michel Hosananh.

Entre os sinais de uso inadequado estão irritação ao ficar sem o aparelho, tempo excessivo de tela e dificuldade em realizar atividades simples sem o celular.

Por outro lado, quando utilizado de forma consciente, o smartphone pode contribuir diretamente para a saúde e o bem-estar dos idosos. “O celular pode funcionar como um cuidador digital de bolso, com lembretes de medicação, teleconsultas e aplicativos de atividade física e memória”, ressalta o médico Michel

Em casos de comprometimento cognitivo leve, o uso deve ser ainda mais acompanhado, com simplificação de aplicativos e organização da interface.

Do ponto de vista jurídico, o acesso à tecnologia vai além da praticidade e se configura como um direito fundamental. Segundo o coordenador do curso de Direito da Afya São Lucas, Christian Ito, a inclusão digital é essencial para garantir cidadania e participação social. “A inclusão digital dos idosos está diretamente ligada à dignidade e à autonomia. Não se trata apenas de acesso à tecnologia, mas de condições para utilizá-la com segurança e independência”, explica.

O Estatuto do Idoso garante esse acesso, reforçando a necessidade de políticas públicas e iniciativas que promovam capacitação digital.

Vulnerabilidade e riscos de golpes

Apesar dos avanços, os idosos ainda são um dos grupos mais vulneráveis no ambiente digital, especialmente diante de fraudes e golpes virtuais. “A vulnerabilidade digital decorre, muitas vezes, da falta de familiaridade com a tecnologia e de alterações cognitivas naturais do envelhecimento, o que pode dificultar a identificação de fraudes”, alerta Christian.

Entre os golpes mais comuns estão falsas ligações bancárias, links fraudulentos, clonagem de aplicativos e ofertas enganosas.

A legislação brasileira prevê punições mais severas para crimes contra idosos, além de responsabilização de instituições que falhem na proteção dos usuários.

Para reduzir riscos, especialistas apontam a educação digital como principal estratégia de proteção. Orientações simples podem evitar prejuízos e garantir maior segurança no uso da tecnologia. “Desconfiar de mensagens urgentes, não compartilhar senhas e sempre confirmar informações com familiares ou instituições são medidas fundamentais”, reforça o coordenador.

O consenso entre os especialistas é que o celular não deve ser visto como vilão, mas como ferramenta que precisa ser utilizada com equilíbrio. “Nem controle total, nem liberdade sem orientação. O melhor caminho é construir um uso com autonomia, segurança e acompanhamento leve”, conclui Michel Hosananh.

Afya Amazônica

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Centro Universitário São Lucas e Afya Ji-Paraná). Tem ainda dez escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com outras 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.

Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).

Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar.

Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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