O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou o envio do ministro da Defesa, José Múcio, à Venezuela nesta terça-feira (30/06), como parte das ações de apoio humanitário do governo brasileiro às vítimas dos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram o país há oito dias.
Os tremores provocaram grande destruição em cidades como Caracas, La Guaira, Miranda, Aragua, Carabobo e Falcón, sendo Caracas e La Guaira apontadas como as áreas mais afetadas. Segundo os dados mais recentes, o número de mortos ultrapassa dois mil, enquanto milhares de pessoas permanecem feridas ou desabrigadas. Equipes de resgate de diferentes países atuam na busca por sobreviventes sob os escombros.
Segundo o governo brasileiro, a missão reforça a atuação já iniciada na última quinta-feira (25/6), quando foram enviados equipes de bombeiros, Defesa Civil, Anatel, hospital de campanha, além de aproximadamente nove toneladas de equipamentos de resgate.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou:
“Enviei o ministro da Defesa, José Múcio, a Caracas para fortalecer a cooperação humanitária com a Venezuela e ampliar o apoio à população afetada pelos terremotos”.
O ministro José Múcio também comentou a missão e destacou o caráter solidário da ação: “O presidente nos mandou para materializar a nossa mais absoluta solidariedade ao povo da Venezuela. O primordial é a solidariedade. A nossa é de querer ajudar”.
A comitiva brasileira inclui ainda a a vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês da Silva Magalhães, que afirmou que a instituição se coloca à disposição para oferecer cooperação técnica e apoio em soluções de reconstrução.
De acordo com autoridades locais e organismos internacionais, a situação na Venezuela é crítica. O número de vítimas continua aumentando e equipes de resgate enfrentam dificuldades devido ao tempo decorrido desde os desabamentos, o que reduz a chamada “janela de sobrevivência”.
A Organização das Nações Unidas (ONU) e equipes humanitárias de diversos países seguem mobilizadas, enquanto familiares das vítimas ainda aguardam informações sobre desaparecidos. O cenário inclui também milhares de desabrigados que perderam suas residências após o desastre.
Fonte: Emerson Barbosa




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